Rumo à Turquia, Armero se despede: “Saio triste por não ter ajudado o Fla”

O lateral-esquerdo Armero, em termos de investimento e expectativa, foi a grande decepção do Flamengo em 2016. Uma grave lesão no adutor da coxa direita, aliada a problemas burocráticos em relação aos contratos de empréstimo da Udinese e convocações, o fizeram jogar pouquíssimo – apenas seis vezes. Na mira do Fenerbahçe, da Turquia, lamenta não ter vingado com a camisa rubro-negra.

– Na verdade, quando você não joga por decisão de treinador ou de diretoria é uma coisa. Quando você não joga por causa física de lesão é outra. Tive uma muito grave. Eu vim para o Flamengo com muita expectativa pelo nome que tenho, por ser “mundialista” (jogador que já disputou Copa do Mundo) e por ter vindo de um time grande como o Milan. Quem me conhece sabe que sou um jogador guerreiro, que gosta de vencer e jogar. Fiquei triste, queria jogar num grande como Flamengo. Sabia da importância que o time tem em nível mundial, por isso fiquei triste, queria aportar todo meu talento ao Flamengo, mas desafortunadamente não consegui por causa da lesão. Saio triste porque não pude ajudar como queria – insistiu.

Tristeza, aliás, é sentimento incompatível com Armero, conhecido por sua irreverência e pelas danças da salsa choke nos gols que marca e nos anotados pelos companheiros. O molejo nas celebrações ganhou apelido de Armeration nos tempos de Palmeiras. Mas o colombiano de 29 anos ainda se vê dançando com a camisa do Flamengo, pois não descarta um retorno à Gávea.

– Todos torcedores me respeitaram e me olharam com carinho grande sempre. Estou triste porque não pude fazer o que queria: jogar, fazer gols e dançar, como fiz na seleção e por outros times. Futebol é alegria. Vou com tristeza por essas coisas que não pude fazer para o Flamengo, que também é um time muito alegre. Mas o mundo dá muitas voltas. Não sei se o Flamengo vai querer contar comigo na frente, mas eu diria sim com certeza. É 100%. Fiquei muito feliz com torcida, técnico, jogadores, fisioterapeutas, médicos. Vamos ver o que acontece.

Fonte: Globo Esporte