Godinho aprova efeito Muricy e diz que prioridade é contratar zagueiro

O Flamengo contratou oito jogadores para a temporada de 2016. Alguns deles para formar o que seria um time alternativo para o Campeonato Carioca – casos do zagueiro Antônio Carlos e do lateral-esquerdo Arthur Henrique. Outros para compor elenco e disputar posição, como foi o caso de Willian Arão, Rodinei e Chiquinho. Além do caso especial de Juan, cria da casa que é também uma aposta da direção e da comissão técnica, como liderança dentro e fora de campo, os nomes de maior impacto são o goleiro Alex Muralha e o meia Mancuello. Esta é o entendimento do vice de futebol Flavio Godinho.

Em entrevista improvisada na visita à pré-temporada do Flamengo em Mangaratiba, o dirigente – que teve a companhia de Plínio Serpa Pinto, vice de gabinete da presidência – se mostrou satisfeito e impressionado com o novo ambiente que encontrou na volta aos trabalhos em 2016. Para eles, efeito claro da chegada de um nome de respeito na comissão técnica, como o treinador Muricy Ramalho, quatro vezes campeão brasileiro.

– Como diz a marchinha, este ano não vai ser igual aquele que passou – disse Godinho.

Confira abaixo trechos de um bate-bola com o novo vice de futebol do Flamengo:

Muricy

O astral está muito bom. Todo mundo muito focado. Os jogadores saem do treino e querem acompanhar a performance dos jogadores por GPS, como correram em campo. Está todo mundo muito otimista, motivado. Notamos a serenidade, a credibilidade, a experiência e o respeito que o Muricy impõe. É um clima diferente do que terminou o ano passado. Estamos aqui para dar condição de trabalho, porque esse ano, como diz a marchinha, este ano não vai ser igual aquele que passou. Nossa forma de trabalho coincidiu com a do Muricy, um homem respeitado e vencedor. É só o início do trabalho. Estamos a todo vapor e com muito otimismo.

Meritocracia

É a palavra de ordem. Eles (jogadores) sabem que vão ter que suar o litro certo aqui. Sabem que Muricy vai escalar quem tiver melhor. O objetivo da tecnologia não é evitar o “migué”. É que eles sejam monitorados o tempo todo para que tenham melhor condição de treinamento e possam melhorar a performance. É a tecnologia que tem que andar a nosso favor.

Prazo para contratações

Pode ser que expire na última semana de janeiro ou ir para fevereiro, mais além. Mas temos um grupo preparado e sintonizado com o técnico. Vamos reforçar o elenco quando chegar a hora certa. Estamos perdendo um tempo maior na identificação do alvo certo. Nem sempre negociações são rápidas, como não foi a do Mancuello.

Marcelo Díaz e zagueiros

Prefiro não comentar nomes. Efetivamente consideramos que precisamos de mais um zagueiro para o elenco. Impossível precisar quando ele viria. Estamos sintonizados com o técnico. O que não vai acontecer é o técnico indicar A, B ou C e não transformamos em realidade.

Prioridade na zaga

Dentro da nossa lista de prioridades, além da leva (de contratações) do ano passado, tínhamos um goleiro, um meia e um zagueiro. Goleiro é o Alex Muralha, meia é o Mancuello e ainda vamos buscar um zagueiro. Só que a gente não pode errar nesse momento. Não adianta contratar por contratar. Estamos conversando com muito cuidado com Muricy, estamos atrás de um potencial alvo, mas não tem como dar prazo. Mas que virá (zagueiro), ele virá.

Negociação “olho no olho”

Sou adepto da negociação olho a ollho, cara a cara. Por e-mail não funciona. Se trabalha com atletas de outro país, tem que pegar avião e conversar com o atleta, com seu represantante, com clube. Única forma de esgotar a negociação. O exemplo do Mancuello é latente. No final das contas o que fez a diferença na negociação foi a possibilidade de comprar 90% dos direitos econômicos do atleta. Isso você só consegue ao vivo. Aí discute a forma de pagamento, se vai pagar a prazo. Não adianta ficar trocando e-mail. Resolve ao vivo e depois, se necessário, esgota últimos aspectos da negociação por telefone.

“Não há engessamento no comitê de futebol”

A estrutura do futebol é 100% profissional, nós temos o diretor executivo que é o Rodrigo Caetano e estamos juntos todos os dias, em uns 15 telefonemas diários. Esse famoso comitê de futebol entra em campo quando você tem que fazer operação fora dos padrões. Você em princípio vai bater um papo com teus aliados, isso funciona uma vez por mês ou em caso de necessidade. Vamos supor que você quer comprar um jogador como o Guerrero, que vai precisar de desembolso expressivo de uma soma de dinheiro. Não dá para o vice de futebol ter carta branca e sair passando cheque a torto e a direito. A gente não precisa ter medo da governança. Plínio é membro do comitê e esta aqui comigo. Há uma relação informal, mas tem a formal também. Precisa de uma discussão com o vice-presidente de finanças, o presidente tem que concordar, mas tudo num clima muito harmônico. Não há nenhuma espécie de engessamento no comitê de futebol. A linha de comando é muito clara.

Fonte: Globo Esporte