Estádio do Flamengo: o projeto vetado no ano de 2007

Sonho de 10 entre 10 torcedores do Flamengo, o estádio do Flamengo na gávea quase saiu do papel em 2007.

O projeto gera polêmica desde sua autorização, assinada em dezembro de 2005, pelo então prefeito do Rio, Cesar Maia, que dizia que o projeto seria uma maneira de assegurar a auto-suficiência financeira do Flamengo e de modernizar um clube que está à margem da Lagoa Rodrigo de Freitas, ponto turístico da cidade carioca.

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O projeto da chamada Arena da Gávea teria nove níveis — dois dos quais estacionamentos subterrâneos com capacidade para 1.836 veículos. As arquibancadas atingiriam 24,8 metros, um pouco mais baixa que as atuais, porém mais extensas horizontalmente. Estavam previstos ainda um novo ginásio e novos campos junto às quadras de esportes e às piscinas.

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Em 2007, o Flamengo tinha todas as autorizações e licenças necessárias para o Programa de Revitalização da Gávea, que incluía a construção de um estádio novo para 30.000 lugares, ampliação das instalações para esportes olímpicos, expansão da sede social e construção do Centro de Excelência de Remo, com garantia de viabilidade econômica sustentável pela integração de um centro de lazer e compras, com lojas, cinemas, restaurantes, espaço para eventos e estacionamento para 1.836 carros, que funcionaria independente dos dias de jogo e, segundo a FGV, geraria mais de 3.000 empregos diretos. Com o apoio das autoridades e de 73% dos moradores da região, conforme pesquisa feita pelo Ibope à época, esta iniciativa revitalizaria o clube e toda área ao seu redor.

Tudo mudou quando o Governo decidiu privatizar o Maracanã e encomendou estudos à empresa americana Booz Allen Hamilton, que apontou que o Flamengo era responsável direto por 70% das receitas do Maracanã. Diante deste número, o governador Sérgio Cabral resolveu revogar a autorização que o Flamengo havia recebido de sua antecessora e acabou com o Programa de Revitalização da Gávea, dizendo que o Maracanã seria do Flamengo. A promessa foi descumprida e o Flamengo hoje não tem estádio e paga caro para jogar no Maracanã.

Depois de tudo isso, podemos ver o quando a prefeitura e o governo do Rio atrapalharam o desenvolvimento e o crescimento do Flamengo com esse veto do governador, já imaginaram se tivesse saído do papel?

Fonte: Portal do Leblon