Wallace diz que Flamengo no interior do Rio não resolve: “Chato repetir isso”

No último domingo, Flamengo e Fluminense empataram por 0 a 0 num clássico inusitado. Pela segunda vez na história, o Fla-Flu foi disputado no Pacaembu, em São Paulo. A procura por outros praças tem sido uma constante para os dois clubes neste ano, já que Maracanã e Engenhão estão cedidos ao Comitê Olímpico Internacional para as Olimpíadas. Zagueiro e capitão do Fla, Wallace afirmou que mandar as partidas para o interior do Rio de Janeiro também “não resolve”.

– Acredito que não (resolve). A gente tem jogado em Volta Redonda e também não têm conseguido encher o estádio como esperamos e como a torcida do Flamengo geralmente faz. Uma grande diferença. É chato ficar repetindo isso. A gente vai ter que lidar e o jogador não pode criar desculpa. Agora, a sintonia que o Flamengo tem com o Maracanã todo mundo sabe – disse o zagueiro.

O jogador também afirmou que a atmosfera dos jogos em outras cidades é diferente da costumeira no Maracanã pelo fato de os torcedores de fora do Rio de Janeiro irem ao jogo “para ver o espetáculo”. Em 2016, o Flamengo fez apenas um jogo no município do Rio, na derrota para o Vasco por 1 a 0, em São Januário, pelo Campeonato Carioca.

– Torcedor do Flamengo tem de Norte a Sul, mas o torcedor acostumado a frequentar estádio é o daqui, da capital. Os que têm a oportunidade de acompanhar o Flamengo uma ou duas vezes no ano vão pra ver o espetáculo. E quando as coisas não vão bem a gente acaba sofrendo uma pressão contrária. Mas infelizmente não temos nenhum estádio viável dentro da capital para que a gente jogue. Temos que lidar com isso – afirmou.

No início da temporada, o clube havia acertado mandar seus jogos do Campeonato Carioca no estádio Giulitte Coutinho, no município de Mesquita, na Baixada Fluminense. Mas, após a prefeitura interditar o estádio alegando problemas estruturais, a diretoria rubro-negra resolveu mandar suas partidas no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda – com exceção para o clássico do domingo, em que o mando de campo também pertenceu ao Flamengo.

Pela Primeira Liga, o clube utilizou o Kléber Andrade, no Espírito Santo, e o Mané Garrincha, em Brasília, onde também jogou o primeiro Fla-Flu do ano, quando o mando de campo era tricolor.

Fonte: Globo Esporte