Manto de R$ 99 milhões: Fla supera orçamento com patrocínio

O ano de 2016 foi difícil na Gávea – sem estádio para jogar, sem títulos e perda de patrocinadores -, mas serviu como base para um Flamengo mais forte. Se o discurso vale para o departamento de futebol – pela aquisição de alguns atletas, entre elas o destaque para a chegada de Diego, serve ainda ao marketing do clube. Com déficit do previsto no orçamento 2016, as boas notícias – ainda antes da chegada na madrugada de terça de Conca – vieram na virada do ano: renovação com o curso Yes! e, principalmente, a chegada da Carabao, marca de energético que vai colocar mais de R$ 190 milhões em seis anos de vínculo com o Rubro-Negro.

Para o departamento de marketing do Flamengo, não só a parceria duradoura é motivo de satisfação, mas também uma revelação: o novo parceiro veio a partir da indicação do Rubro-Negro como porto seguro e vitrine para uma marca internacional.

Na soma das receitas previstas para todos os espaços da camisa, o Flamengo já supera orçamento de R$ 70 milhões em patrocínio esportivo para 2017. Contando os cerca de R$ 37 milhões da Adidas – sendo R$ 10 milhões em material esportivo -, a camisa do Flamengo já vale R$ 99 milhões. O vice-presidente de marketing do Flamengo, Daniel Orlean, porém, prefere ressaltar outro ponto.

– O bacana dessa gestão é que reconstruimos imagem positiva do futebol como plataforma de lançamento de marcas, de mídia de forma geral. A Carabao queria lançar seu produto no Brasil e ela foi a consultorias na área de esportes, de marketing e fomos indicados por uma dessas empresas de renome. A partir daí o processo começou internamente com Fred (Luz), Bruno (Spindel), toda a equipe de marketing e do jurídico. Vejo esse processo como resgate de credibilidade do Flamengo no mercado publicitário – comenta Orlean.

O clube espera finalizar em janeiro a quarta renovação de contrato com a Caixa Econômica Federal. E desta vez com reajuste, que está sendo costurado há um bom tempo: de R$ 25 milhões para R$ 30 milhões.

– Temos planejamento estratégico interno que é mais detalhado que o orçamento publicado, obviamente porque temos que guardar algumas coisas, mas temos metas mais desdobradas e confiamos que esse vai ser ano de construção de propriedade de marketing novas, que vão além da camisa. Não canso de repetir isso. Não só camisa, mas plataforma digital, estádio, licenciamento de produtos, sócio torcedor… todas são plataformas que o marketing está trabalhando para gerar novas receitas para o clube – diz o vice de marketing.

Orlean destaca ainda parcerias que foram feitas ao longo de 2016 e segue a todo vapor para este ano. Ambev, Linktel, Cimento Mauá e Euro Colchões alavancaram diretamente as obras obras no Ninho do Urubu. Nesta terça-feira, o clube promove a Orthopride, que vai pagar R$ 1,2 milhão para ocupar a camisa na base, mas também para cuidar da saúde bucal dos atletas. O aplicativo de carro particular Uber é anunciante da camisa de treinos do Fla.

– São empresas que entram às vezes não só com dinheiro, mas com serviços que utilizamos com frequência, que muitas vezes não são contabilizados pelos clubes. Como estamos investindo bastante não só no CT, mas em tecnologia, comunicação, série de coisas, metodologias inovadoras, são parcerias fora da camisa do profissional que são muito importantes não só para a marca mas também para a gente. Unimos assim o capital financeiro e o intangível, que é o serviço dessas empresas – explica o dirigente do Flamengo.

Fonte: Globo Esporte